Pesquisa revela que consumidores de pornografia são menos felizes

“A pornografia deforma o desenvolvimento sexual saudável dos jovens", diz especialista
Com o avanço da internet a procura por pornografia teve um forte e alarmante aumento, segundo um estudo divulgado em 17 de março, pelo grupo de pesquisadores multidisciplinar do "The social cost of pornography: A statement of findings and recommendations", publicado pelo Instituto Witherspoon, Whashington - EUA. A pesquisa adverte para o impacto negativo nas relações, na produtividade e na felicidade entre consumidores desses produtos.

"Os que veem pornografia acreditam que sua vida sexual vai ser melhor, mas tem ejaculação precoce, mais disfunções e problemas para se relacionar", afirma Mary Anne Layden, coautora e diretora do programa de traumas sexuais e psicopatologia da Universidade da Pensilvânia. Segundo ela, a exposição em massa a esses conteúdos leva a mudanças de crenças e atitudes sociais, como o aumento da insensibilidade com relação às mulheres e a perda da noção de que estes conteúdos devem ser restringidos para menores.
Vários estudos, como o "Romantic Partners Use of Pornography; Its significance for Women" do médico A.J. Bridges, assinalam que a mulher que sabe que seu marido consome pornografia se sente traída e não confia no parceiro. Segundo dados da Sociedade Americana de Advogados Matrimoniais, que inclui 1,6 mil profissionais de todo o país, 56% dos 350 casos atendidos em 2003 tinham relação com o interesse obsessivo de um dos parceiros por sites pornográficos.
O consumo contínuo desses produtos acaba em alguma patologia, assinalou Layden. Ela lembrou que pela primeira vez o DSM 5, manual utilizado para fazer diagnósticos psiquiátricos, vai incluir como doenças as dependências de sexo e da pornografia.
Para os especialistas, o consumo de pornografia não é visto como um problema grave na sociedade. Por isso, eles reivindicam uma maior atenção sobre o assunto e pedem mais proteção, sobretudo para crianças e adolescentes. Segundo Layden, “um software para bloquear as páginas com conteúdos pornográficos na internet não é suficiente”, já que as crianças têm a seu alcance outros sites onde podem encontrar o código para desbloquear o filtro.
A pesquisadora exige à indústria do entretenimento que deixe de “fazer dinheiro ferindo crianças”. Ela ainda aponta que “a presença da pornografia na vida de muitos meninos e meninas adolescentes é muito mais significativa do que a maioria dos adultos acha”. Layden lamenta que a pornografia “deforme o desenvolvimento sexual saudável dos jovens”.

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